Para a execução do verdadeiro Objeto Interativo me baseei nos “Parangolés” criados por Hélio Oiticica. Como queria criar e trabalhar com algo sensorial, esta me pareceu a idéia mais coerente (dentre as que eu tive, é claro). Pesquisando um pouco sobre “Parangolés” encontrei dezenas de ensaios e alguns textos escritos pelo próprio Oiticica, como “Bases fundamentais para a definição do Parangolé”, que segue (alguns trechos) abaixo e o original datilografado pelo próprio artista:“(...) Seria, pois o ‘Parangolé’ um buscar, antes de mais nada estrutural básico na constituição do mundo dos objetos, a procura das raízes da gênese objetiva da obra, a plasmação direta perceptiva da mesma. (...)”
“(...) O ‘Parangolé’, porém, situa-se como que no lado oposto do Cubismo: não toma o objetivo inteiro, acabado, total, mas procura a estrutura do objeto, os princípios constitutivos dessa estrutura, tenta a fundação objetiva e não a dinamização ou o desmonte do objeto. (...)”
“(...) A participação do espectador é também aqui característica em relação ao que hoje existe na arte em geral: é uma ‘participação ambiental’ por excelência.”
“Todas essas relações poder-se-iam chamar ‘imaginativo-estruturais’, ultra elásticos nas suas possibilidades e na relação pluridimensional que delas decorre entre ‘percepção’ e ‘imaginação produtiva’ (Kant), ambas inseparáveis alimentando-se mutuamente.”
Vídeo com obras de Hélio Oiticica

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